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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

O ALCOOLISMO

Apesar de ter uma longa história, o alcoolismo só é considerado uma doença mais recentemente. O consumo excessivo e prolongado do álcool  é um vício, uma dependência que provoca os seguintes efeitos sobre o organismo humano:

-Acção sobre o tubo digestivo e estômago: as mucosas do tubo digestivo e estômago ficam em contacto directo com o álcool. Este contacto, sobretudo se exagerado e frequente, provoca irritação da mucosa gástrica, que pode degenerar em inflamação e ulceração, devido ao álcool provocar aumento de secreção gástrica e pancreática. O álcool ingerido em concentrações elevadas diminui as secreções, ou inibe a transformação dos alimentos.

-Acção sobre o fígado: o fígado fica igualmente em contacto directo com o álcool, visto que é neste órgão que começa a sua transformação. A acção nociva do álcool produz a "cirrose alcoólica" no decurso da qual as células do fígado vão desaparecendo progressivamente para serem substituídas por tecido escleroso.

-Acção sobre o sistema nervoso central: o álcool perturba o funcionamento normal do sistema nervoso central. A sua acção é a de um anestésico. Esta depressão gradual das actividades nervosas, devida ao álcool, atinge os centros nervosos pela ordem inversa da sua evolução, quer dizer, começando pelos centros que comandam a capacidade de ajuizar, a atenção, a autocrítica, o autodomínio, a locomoção, para terminar naqueles de que depende a vida orgânica. Num primeiro estado, o indivíduo, após ter bebido alguns ml de álcool, parece ter comportamento normal, mas observado atentamente, apresenta reflexos cuja rapidez e precisão estão um pouco diminuídos. A alteração dos centros inibidores aparece num segundo estado. O indivíduo experimenta uma sensação de bem-estar, de euforia, de excitação, por vezes com uma quebra variável do controle que normalmente exerce sobre as suas palavras, sobre a sua coordenação muscular e locomotora e sobre as suas emoções. Num terceiro estado acentuam-se estes sintomas, havendo uma imprecisão dos movimentos, descontrole nas frases que diz, no andar, na audição e na visão. Num quarto estado, uma intoxicação mais profunda do sistema nervoso segue-se à embriaguez, após um período em que se agravam os seguintes sintomas: alucinação, excitação motora desordenada, perda da sensibilidade e da consciência. Sobrevém um sono com perturbações da respiração e da circulação, seguida de coma alcoólico que pode ser mortal. As quantidades de álcool que podem provocar estes estados sucessivos variam de indivíduo para indivíduo.

 O alcoolismo além de uma doença física é uma doença psíquica, social e moral. Mas porquê?

É uma doença física visto que o alcoólico sofre de uma péssima alimentação e má nutrição; deficiência em vitaminas, dispepsia, desidratação. Apresenta além disso sintomas nervosos diversos; tremuras, cefaleias, alteração da memória.

O alcoolismo é uma doença psíquica porque o alcoólico tem necessidade de álcool para aceitar a realidade; tem tendência a fugir às responsabilidades; sofre de angústia, é agressivo, resiste mal às frustrações e às tensões; porque nele o nível de consciência, enquanto racionalidade tende a baixar, levando-o a uma conduta impulsiva.

É uma doença social porque sofre de negligência perante a família; divórcios numerosos entre os alcoólicos; frequentes perdas de emprego; perdas dos velhos amigos que continuem sóbrios; problemas financeiros... recurso às organizações sociais; agressividade perante a sociedade; dificuldade em colaborar numa obra comum.

Por fim, é uma doença moral já que o alcoólico esquece normalmente a sua vida espiritual; porque não respeita as suas obrigações perante a família, os colegas de trabalho, a sociedade; porque perde todo o senso moral.

Se o alcoólico é um doente, é necessário primeiramente fazê-lo compreender que não está bem, que o álcool é um vício que ele não controla e persuadi-lo de que a sua doença se pode tratar. No entanto, as repreensões, o ridículo, os sermões, as atitudes protectoras, só fazem com que ele continue a beber. Há, sobretudo, que ajudá-lo a eliminar ou minimizar as causas que o levaram a encontrar consolo na bebida. Existem várias instituições onde as pessoas com problemas de alcoolismo podem encontrar ajuda médica ou psicológica específica, e outras em que podem desfrutar de convívios ou reuniões de entre-ajuda (alcoólicos anónimos).

publicado por Dreamfinder às 22:16

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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

O ÁLCOOL E A SAÚDE

O consumo de álcool é um comportamento individual condicionante da saúde, que pode surgir em diferentes ambientes e tanto pode ser benéfico como prejudicial.

Assim, o álcool tanto pode surgir num contexto alimentar, como num contexto social. Enquanto elemento da alimentação, não devem ser ingeridos por dia mais de 400 ml num adulto. Em jovens (com menos de 17 anos) ou grávidas este consumo deve ser nulo. Claro que estes valores são muito relativos, já que enquanto uma cerveja (200 ml) tem cerca de 7,4 g de álcool, um copo de vinho (150 ml) tem 14 g e um whisky (só 50 ml) tem 16 g de álcool. Além de poder ser um hábito diário, pode também ser um acto meramente social. No caso de um consumo moderado, a ingestão de álcool trás uma influência benéfica nas doenças cardiovasculares, com elevação do colesterol HDL e um potencial efeito antiagregante plaquetar.

O problema, como sempre, é os excessos. O álcool induz graves problemas de saúde que afectam particularmente o sistema nervoso, o fígado, o sistema gastro-intestinal, a nutrição, o coração e os sistemas circulatório e respiratório, sistema reprodutor e outros.

Ao nível do sistema nervoso causa intoxicação aguda, encefalopatia de Wernick, sindroma de Korsakoff e demência, que pode levar mesmo ao suicídio (cerca de 9% das mortes ligadas ao álcool).

Por sua vez, 25% das mortes ligadas ao álcool ocorrem por cirrose hepática. No fígado podem também suceder-se uma infiltração gorda, hepatite alcoólica ou hepatoma (tumor).

No sistema gastro-intestinal ocorrem refluxos esofágicos, neuplasia do esófago, pancreatite, …

Em termos cardiovasculares, o consumo de álcool pode provocar miocardiopatia dilatada e arritmias.

Por fim, os cancros representam 33% das mortes relacionadas com o álcool, que pode ainda provocar alterações fetais nas grávidas, pode interagir com outros medicamentos ou provocar infertilidade.

É importante reduzir o consumo de álcool e os problemas ligados ao mesmo. Neste sentido a Medicina Preventiva deve desempenhar uma função importantíssima na sensibilização da população.

 

 

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publicado por Dreamfinder às 20:43

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